Manchetes dos jornais de domingo - 21/12/2025           

Manchetes dos jornais de domingo - 21/12/2025           

Resumo de domingo - 21/12/2025                                                                                        

 

                                                                                          

 

Edição de Chico Bruno   

 

   

 

Manchetes dos jornais de domingo - 21/12/2025                                                                                        

                                     

                                                      

 

O GLOBO – Trabalho por app e caro zero mais caro fazem disparar vendas de seminovos              

 

                 

 

FOLHA DE S.PAULO – Qualidade das praias brasileiras atinge pior nível em uma década                              

 

              

 

O ESTADO DE S.PAULO – Cultura tem R$ 22 bi em contas sem fiscalização, aponta o TCU       

 

    

 

Correio Braziliense – Lula e Milei divergem sobre ação dos EUA na Venezuela      

 

    

 

Valor Econômico – Não circula hoje                     

 

                 

 

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia 

 

 

 

Novo de novo - A venda de carros seminovos no Brasil deve atingir um recorde em 2025, com 18 milhões de unidades negociadas, impulsionada pela demanda de motoristas e entregadores de aplicativos. Esse mercado cresceu 15% em relação a 2024, com destaque para veículos de até três anos de fabricação. A alta nos juros e o preço dos carros novos favorecem a preferência por seminovos. Além disso, a flexibilidade e autonomia dos apps atraem trabalhadores autônomos, aumentando a procura por veículos usados. 

 

 

 

Maré imprópria - Levantamento da Folha aponta que Brasil atingiu o menor patamar de praias próprias para banho durante o ano inteiro no período de uma década. Ao todo, 253 praias estiveram próprias para banho em todas as medições realizadas de novembro de 2024 até outubro de 2025, o equivalente a 30,2% do total. Outras 288 praias foram consideradas regulares, 143 ruins e 136 péssimas. O percentual de praias boas é o menor da série histórica iniciada em 2016, que contempla nove dos últimos dez anos —a exceção é 2020, quando não houve medições em meio à pandemia. Em 2016, quando os dados de balneabilidade começaram a ser compilados pela Folha, 370 praias foram classificadas como boas, ou seja, tiveram apenas classificações próprias durante o ano. O percentual de praias boas é o menor da série histórica iniciada em 2016, que contempla nove dos últimos dez anos —a exceção é 2020, quando não houve medições em meio à pandemia. Em 2016, quando os dados de balneabilidade começaram a ser compilados pela Folha, 370 praias foram classificadas como boas, ou seja, tiveram apenas classificações próprias durante o ano. Em São Paulo, o total de praias próprias para banho o ano todo caiu de 62 para 47, cenário que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) atribui ao volume de chuvas no decorrer deste ano. O biólogo Jorge Luís dos Santos, morador no Guarujá, diz que "temos uma dificuldade histórica de ordenamento urbano. Isso inclui crescimento desordenado e falta de saneamento básico adequado". No Rio de Janeiro, a balneabilidade segue em nível crítico, com 66 praias próprias para banho ao ano inteiro e 200 regulares, ruins ou péssimas. Em relação ao ano anterior, 47 trechos apresentaram piora. Já estados no Nordeste como Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte, registraram um aumento do número de praias consideradas boas. 

 

 

 

Prestação de contas - O Ministério da Cultura afrouxou a fiscalização sobre gastos com projetos culturais e, na prática, extinguiu a reprovação de contas irregulares. Segundo relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) obtido pelo Estadão, novas regras criadas pela pasta dispensaram a análise financeira detalhada da maioria dos projetos, fazendo o índice de reprovação por irregularidades despencar para 0% em 2024. As mudanças incidem sobre projetos viabilizados por leis como Rouanet, Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Em nota, o ministério afirmou que as medidas buscam “desburocratização, agilidade e valorização do resultado cultural” e estão alinhadas ao novo Marco Regulatório do Fomento à Cultura. Como mostrou o Estadão, o passivo de contas não analisadas é considerado um problema crônico, acumulando 29,7 mil projetos e R$ 22 bilhões em verbas. Diante da incapacidade de processar esse volume, a gestão atual optou por flexibilizar as normas para “desburocratizar processos”. São repasses para shows, festivais, peças de teatro, edição de livros e outras atividades culturais. 

 

 

 

Embate - A ofensiva de Donald Trump sobre o país latino divide presidentes reunidos na 67ª Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Para o brasileiro, o cerco militar é uma ameaça à soberania venezuelana, testa os limites do direito internacional e pode deflagrar uma “catástrofe humanitária” na América do Sul. O argentino, por sua vez, reforça o discurso trumpista, conclamando os outros chefes de Estado a combaterem a “ditadura atroz e desumana do narcoterrorista Nicolás Maduro”, sob o risco de todos serem “arrastados” por ela. Sem consenso, o tema que dominou boa parte dos discursos dos líderes latinos sequer constou da declaração conjunta dos chefes de Estado do bloco, composto também por Paraguai e Uruguai. Dispostos a manter a pressão sobre o regime, os Estados Unidos interceptaram mais um petroleiro na costa venezuelana. A embarcação, de bandeira panamenha, não faz parte da lista de sanções do Departamento do Tesouro. 

 

 

 

Nova promessa - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu a frustração por não comandar a cerimônia de assinatura do acordo de livre-comércio com a União Europeia, ontem, na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). Por outro lado, o petista se mostrou mais otimista com a possibilidade de superação do impasse criado pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. Na semana passada, em Bruxelas, ela pediu à Comissão Europeia (braço-executivo da União Europeia) mais tempo para negociar com o agronegó cio da Itália novas salvaguardas de proteção à produção interna, para enfrentar a competição com produtos sul-americanos. Ao comentar a conversa que teve, por telefone, com Meloni, Lula disse que a primeira-ministra estará pronta para assinar o acordo em janeiro. “Se ela estiver pronta para assinar (o acordo) e faltar só a França, segundo (a presidente da Comissão Europeia) Ursula van der Leyen e (o presi dente do Conselho Europeu) Antônio Costa, não haverá possibilidade de a França, sozinha, não permitir o acordo. Será firmado, espero, no primeiro mês da presidência do Paraguai”, declarou o presidente brasileiro. 

 

 

 

“Defendemos nossa soberania” - O ano de 2025 foi um dos anos mais desafiadores para a diplomacia brasileira. Contexto geopolítico tenso, tarifaço do governo de Donald Trump, Brasil no G20, COP30 em Belém e, agora, mais recentemente, a nova doutrina de segurança dos Estados Unidos para a América Latina, com uma mobilização militar nas águas e nos céus do Caribe para derrubar o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, são os principais exemplos do trabalho que o Itamaraty teve para manter o protagonismo brasileiro no tabuleiro global. Para o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, apesar de todas as dificuldades, o saldo é positivo para o país. Em entrevista ao Correio, o chanceler destacou o esforço do país para conquistar novos mercados diante da pressão tarifária dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ele comemorou a revogação da Lei Magnitsky sobre autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, e o sucesso da empreitada diplomática para mostrar a Washington que o governo brasileiro não tem ingerência sobre o Poder Judiciário, que é independente. Vieira também falou sobre a presidência brasileira no G20 e a realização da 30ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), em Belém. “O Brasil voltou ao mundo, deixou para trás os equívocos da gestão anterior, que resultaram em um inédito isolamento do país, e essa volta tem representado ganhos para a população brasileira e respeito de todos nossos parceiros pela soberania que soubemos defender”, disse o ministro. 

 

 

 

A hora da “DR” - O ato que o presidente da República planeja para 8 de janeiro, publicado em primeira mão pelo blog da Denise, no site do Correio, é tido no PT como a data provável de os Poderes terem “aquela conversa” em prol de um ajuste de conduta. A avaliação geral é a de que é preciso discutir a relação, não dá mais para ficar essa troca de farpas e acusações.  

 

 

 

Antecipação - O PT pretende emplacar a tarifa zero junto com o fim da escala 6x1 no primeiro semestre de 2026. Partidos de centro têm dificuldade em se posicionar contra as propostas, principalmente quando entrarem em ano eleitoral. E é nessa pressão popular que o partido de Lula está apostando para aprovar as duas medidas antes das eleições.  

 

 

 

Enquanto isso, no PL... - Dividido e com seu líder, Sóstenes Cavalcante, e outros deputados obrigados a se explicar, o partido de Jair Bolsonaro apostará no discurso de perseguição política. Depois da prisão do ex-presidente, da violação da tornozeleira, das cassações de Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, é a narrativa que resta. Associado a isso, virão também citações frequentes do filho de Lula e da mulher do ministro Alexandre de Moraes. 

 

 

 

Dois movimentos, um banco - Enquanto o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) apadrinhado do PP e de vários partidos políticos, Jonathas de Jesus, cobra explicações do Banco Central sobre a liquidação do Master, o senador Izalci Lucas (PL-DF) vai pedir ao BC todos os documentos sobre a empresa de Daniel Vorcaro para colocar a boca no trombone. O parlamentar quer ver cada empréstimo e investimento do Master. 

 

 

 

Bagunçou geral - O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes tornou-se o motivo da principal preocupação do governo petista no Ceará. Em duas pesquisas divulgadas nesta semana, Ciro, de volta ao PSDB, lidera a disputa para o governo estadual. Para se ter uma ideia da preocupação do PT, já tem gente dizendo que o ministro da Educação, Camilo Santana, precisa ser o candidato. 

 

 

 

A vice dos sonhos - No cafezinho do Senado, o senador Efraim Filho (União-PB, foto), cumprimenta a senadora Tereza Cristina (PP-MS) assim: “Minha vice-presidente favorita em qualquer tempo”. É o nome que todos os partidos de centro e de direita gostariam que assumisse a vaga numa chapa ao Planalto. Outro senador brinca: “Só falta o Lula chamar a Tereza”.  

 

 

 

Invasão milionária - O conjunto da Península dos Ministros que abriga as residências oficiais da Câmara e do Senado virou uma invasão total de área pública. Os portões chegam ao meio da rua, com pouquíssimo espaço, inclusive, para manobras de carros. Até aqui, ninguém foi até lá bater na porta para derrubar a ocupação irregular dos poderosos.  

 

 

 

A data para Lula crescer - Nas conversas da última semana, líderes e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apostaram que, a partir de fevereiro, o petista terá mais fôlego nas pesquisas de intenção de voto. Isso porque quem tem carteira assinada e ganha até R$ 5 mil receberá o primeiro contracheque sem retenção de Imposto de Renda na fonte, uma vez que, em 2026, passa a valer a isenção para essa faixa de renda. E ainda virá o desconto do IR para quem recebe até R$ 7.350 mensais. No PT, diz-se que é dinheiro em pleno carnaval para a cervejinha e a picanha. Para completar essa isenção será reforçada nas redes sociais e não está descartada a boa nova “ao vivo e em cores” na telinha, na virada do ano, na mensagem presidencial. Lula vai bater bumbo onde puder e estiver. 

 

 

 

Toffoli manda soltar presos - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou a revogação das prisões preventivas de quatro investigados na Operação Rejeito, que apura a atuação de uma organização criminosa no setor da mineração em Minas Gerais. A decisão, assinada na sexta-feira, beneficia o ex-delegado da Polícia Federal Rodrigo de Melo Teixeira, o ex-deputado estadual mineiro João Alberto Paixão Lages, além de Helder Adriano de Freitas e Alan Cavalcante do Nascimento, apontado pela PF como chefe do grupo criminoso. Na decisão, Toffoli manteve a validade dos atos praticados pela 3ª Vara Criminal da Justiça Federal em Minas Gerais e reconheceu a existência de indícios contra os investigados. Ainda assim, o magistrado avaliou que a substituição da prisão por medidas cautelares é suficiente para garantir a aplicação da lei penal, a preservação da ordem pública e econômica e o regular andamen to da instrução criminal. 

 

 

 

Efeito Dino - Parlamentares reduziram emendas Pix para 2026 para R$ 6,9 bilhões, após controle do STF por mais transparência. O tribunal, preocupado com fraudes e falta de rastreabilidade, impôs regras rigorosas. A decisão coincide com um aumento de R$ 2 bilhões em emendas para saúde e assistência social, visando garantir dividendos eleitorais. Restrições em ano eleitoral também influenciam a alocação de recursos. 

 

 

 

TRF-1 reconhece Dilma como anistiada - O TRF-1 reconheceu Dilma Rousseff como anistiada política, concedendo uma indenização de R$ 400 mil por danos morais. A decisão reformou uma sentença anterior, permitindo reparação econômica mensal e vitalícia. A 6ª Turma considerou que Dilma foi perseguida durante a ditadura, sofrendo prisão e torturas. A indenização é justificada pelas sequelas físicas e psicológicas duradouras.

 

Presidente IPG-Instituto João Goulart