Sóstenes é pego com a mão na massa

Sóstenes é pego com a mão na massa

Sóstenes é pego com a mão na massa

 

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o mesmo que propôs criminalizar meninas vítimas de estupro que fizessem aborto, foi pego com a mão na massa. Ontem, a Operação Galho Fraco, da PF, flagrou R$ 430 mil em espécie no seu apartamento funcional.

(Ou 87 vezes o patrimônio que declarou ao TSE, segundo o colunista Ancelmo Gois).

Carlos Jordy (PL-RJ) foi alvo da mesma operação.

Sóstenes diz que o dinheiro veio da venda de um imóvel. Será que ele também tem a mania dos Bolsonaro de só negociar altas quantias em dinheiro vivo?

A investigação, determinada pelo ministro Flávio Dino, apura a suspeita de desvio da cota parlamentar à qual os parlamentares têm direito através do aluguel de veículos. O ministro pediu ainda a quebra de sigilo bancário e acesso a mensagens dos deputados.

Relator da ação no STF que barrou o orçamento secreto no Congresso, Dino chegou a ameaçar desistir do processo, que só lhe causava dissabores pessoais. Até que no início do mês chegou a Mariângela Fialek, a Tuca, que guarda o mapa da mina dos parlamentares beneficiados por Arthur Lira com os milhões do orçamento secreto. Puro ouro.

Agora, segundo a PF, "agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública". São investigados os possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O dinheiro desviado era enviado a empresas de fachada, onde o grupo promovia a lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, assessores dos dois movimentaram milhões. A operação é um desdobramento da “Rent a car”, pela qual os assessores usavam uma empresa de locação de veículos para simular a prestação de serviços.

Há um ano, o Globo mostrou que Sóstenes gastou R$ 137,9 mil com aluguel de carros, quando a média despendida pelos demais deputados era de R$ 76,8 mil.

A cota parlamentar é um penduricalho mensal além dos salários pagos com dinheiro público a deputados e senadores no exercício de seus mandatos, para gastos como passagens aéreas, hospedagem, alimentação, manutenção de escritórios e contratação de serviços.

Ontem, por sinal, Sóstenes disse que o PL vai recorrer da decisão da Mesa Diretora da Casa que cassou os mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. 

Imaginem, os dois não fizeram nada de errado para esta perseguição: Dudu levou Trump ao tarifaço contra o Brasil e faltou mais de 80% das sessões da Câmara, enquanto Ramagem atentou contra a democracia e fugiu do país para não ser preso. Realmente, nada para quem mete a mão no dinheiro público, até agora, impunemente.