Manchetes dos jornais de segunda feira dia 22-08-2025
Resumo de segunda-feira, dia 22/09/2025
Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais de segunda feira dia 22-08-2025
( Esperamos passar o domingo de atos pelo país para hoje, termos informações mais atualizadas)

Valor Econômico – Ometto e Esteves se unem e Cosan anuncia capitalização de até R$ 10 bi
FOLHA DE S.PAULO – Manifestantes vão à rua nas 27 capitais contra a anistia e a PEC da Blindagem
O GLOBO – Capitais têm protestos contra a PEC da Blindagem e anistia
CORREIO BRAZILIENSE – Protestos abrem semana decisiva para anistia e PEC da Blindagem
O ESTADO DE S.PAULO – Média salarial do Judiciário é quase 3 vezes a do Executivo
Destaques de primeiras páginas e fatos mais importantes
Mercado em ebulição - A capitalização na Cosan, ancorada pelo BTG de André Esteves, vai levantar R$ 10 bilhões, conforme acaba de anunciar a companhia. O Pipeline antecipou as tratativas há duas semanas. A família Feffer, que também estava na mesa, acabou saindo da conversa por falta de acordo de governança. Esteves, que já era o mais animado com o negócio, acabou tomando fatia ainda maior - e o BTG vai ter posição maior que Rubens Ometto ao final do processo de capitalização. O empresário, que tem hoje 36,2% da Cosan, terá 22,5% após a capitalização. O BTG terá 24,6%, e a Perfin, 10,9%, apurou o Pipeline. Haverá um equilíbrio de forças, no entanto, num acordo de acionistas, pois parte da fatia do BTG não vai compor o bloco de controle, apurou o Pipeline. Ometto ficará, no bloco, com 50% mais uma ação, o que lhe garante indicação de cinco conselheiros, incluindo a manutenção como chairman e um independente. BTG e Perfin indicarão quatro cadeiras, sendo um independente.
Manifestações em todas as capitais - Manifestantes foram às ruas em todas as 27 capitais neste domingo (21) para protestar contra a PEC da Blindagem, em atos que também contaram com críticas à proposta de anistia aos condenados no 8 de Janeiro, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A presença de artistas impulsionou manifestações em alguns locais, como no Rio de Janeiro, que contou com apresentações de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Djavan, e em Salvador onde discursaram a cantora Daniela Mercury e o ator Wagner Moura. Em São Paulo, a manifestação aconteceu em frente ao Masp, na avenida Paulista e foi convocada pelas frentes Povo sem Medo e Brasil Popular, ligados ao PSOL e ao PT.
Judiciário paga mais - As maiores remunerações do serviço público estão concentradas no Poder Judiciário e no nível federal, enquanto as menores estão no Executivo e nos municípios, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados disponíveis no Atlas do Estado Brasileiro do Ipea mostram uma desigualdade nos salários do funcionalismo público entre os Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – e entre os níveis da Federação – Federal, Estadual e Municipal. Mensalmente, o grupo com os maiores salários no Poder Judiciário recebe em média R$ 26,2 mil. O valor cai para R$ 17,2 mil no Poder Legislativo e para R$ 9,3 mil no Poder Executivo. Conforme o Estadão revelou, o Brasil deve gastar R$ 1,7 trilhão com servidores públicos em 2025, somando as despesas da União, Estados e municípios com funcionários da ativa e aposentados, enquanto discute uma reforma administrativa. Quando se olha para os três níveis da Federação, os salários no nível federal chegam a uma média de R$ 21 mil por mês no grupo que mais recebe, enquanto os servidores estaduais mais bem remunerados ganham em média R$ 11,9 mil e os maiores salários municipais são de R$ 6,7 mil. Os dados são de 2022, os últimos disponíveis.
Motta vira alvo na Paulista - Líderes de esquerda que participaram do ato na avenida Paulista neste domingo (21) afirmam que a dimensão do ato na capital paulista e em outras cidades é um trunfo para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a pautar temas de interesse do governo nesta semana. "Queremos impor uma agenda que nos interessa, uma agenda popular, de interesse direto do povo", disse o presidente do PT, Edinho Silva. Para Guilherme Boulos (PSOL-SP), "é impossível Hugo Motta ver isso e não entender o que isso representa e o recado que isso manda". A avaliação é que Motta, após fazer um agrado ao centrão com a PEC da Blindagem e aos bolsonaristas com a urgência da anistia, não terá como deixar de contemplar o governo agora. A pauta mais urgente é a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, seguida da PEC da Segurança Pública e do fim da escala 6x1. Motta acabou sendo um dos principais alvos da multidão na Paulista, com vaias, xingamentos e cartazes chamando-o de "inimigo do povo". A aposta dos governistas é que esse aspecto pessoal também terá impacto sobre o presidente da Câmara.
Oposição minimiza atos contra PEC e anistia - Autoridades ligadas à esquerda e ao governo federal enalteceram as manifestações em 22 capitais contrárias à PEC da Blindagem e ao plano de anistia aos condenados por atos golpistas e consideraram os protestos como um fator de pressão sobre o Congresso Nacional. Lideranças bolsonaristas, porém, tentam minimizar a força dos protestos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou publicação em que o pastor Silas Malafaia afirma que a esquerda "engana o povo". Nas redes sociais, Fabio Wajngarten, que foi secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, fez uma publicação ironizando os protestos na avenida Paulista, mas também criticou a "junção das pautas" da PEC da Blindagem e da anistia. Ele disse que quem promoveu a articulação conjunta das propostas "merece todos os prêmios de marketing às avessas". Wajngarten afirmou que a PEC "atende a um pequeno grupo, não é bem percebida pela população e ainda serve de veículo para a esquerda avançar com um discurso que nem de perto orna com eles".
Flávio Bolsonaro participa de evento da ultradireita italiana - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comparou o caso da deputada federal Carla Zambelli ao do terrorista Cesare Battisti e pediu que o governo italiano não extradite a congressista para o Brasil. Zambelli está presa no país europeu desde o fim de julho, à espera da tramitação de seu processo na Justiça italiana. A palavra final será do governo italiano, por meio do Ministério da Justiça. Flávio participou na manhã deste domingo (21) da festa anual da Liga, partido de ultradireita do vice-premiê italiano Matteo Salvini. O evento, ocorrido em Pontida, no norte da Itália, teve a presença de políticos da ultradireita italiana e europeia e homenageou o ativista conservador Charlie Kirk, assassinado nos EUA. O senador brasileiro subiu ao palco cerca de duas horas depois do início do evento e falou por cerca de dez minutos. Ao falar de Zambelli, comparou o caso dela ao do italiano Cesare Battisti e pediu para a Itália não extraditar a deputada. "Assim como o governo do presidente Bolsonaro devolveu o terrorista Cesare Battisti para a Itália, peço que a Itália não mande Zambelli de volta para o Brasil, pois lá ela poderá morrer na cadeia injustamente", disse Flávio.
Atos em todas as capitais do país pressionam Congresso - Atos em todas as capitais brasileiras reuniram mais de 80 mil pessoas no Rio e São Paulo, pressionando a Câmara a vetar a anistia a envolvidos em tentativas de golpe e a PEC da Blindagem. No Senado, lideranças afirmam que a PEC será derrotada. As manifestações, comparáveis em número aos protestos bolsonaristas, contaram com o apoio de artistas e destacaram a insatisfação popular com as propostas congressionais.
PT, PDT e União Brasil abrem disputa por vagas no ministério - A saída iminente de Celso Sabino do Ministério do Turismo desencadeou uma disputa intensa entre PT, PDT e União Brasil pela vaga. Sabino, que notificou Lula sobre sua decisão, deve oficializar sua saída após o retorno do presidente de Nova York. O PDT almeja expandir sua presença ministerial, enquanto o PT propõe Marcelo Freixo da Embratur. A troca ministerial também afeta André Fufuca, do Esporte, pressionado por seu partido após controvérsias internas.
Lula terá roteiro de contrapontos a Trump em NY - Durante a Assembleia-Geral da ONU em Nova York, o presidente Lula apresentará agendas que contrastam com as de Trump, em um contexto de relações deterioradas entre Brasil e EUA. O foco de Lula será a soberania, a situação em Gaza e a defesa da democracia. Além de abrir a Assembleia, ele participará de eventos sobre conflitos globais e mudanças climáticas, enfatizando o multilateralismo.
Valdemar elogia Paes e acirra atritos com filhos de Bolsonaro - Valdemar Costa Neto, presidente do PL, elogiou o prefeito do Rio, Eduardo Paes, provocando desconforto no partido e atritos com os filhos de Jair Bolsonaro. Valdemar sugeriu que Carlos Bolsonaro, opositor na Câmara do Rio, renunciará para se candidatar ao Senado por Santa Catarina. A fala gerou embaraços, com aliados negando apoio a Paes nas eleições de 2026. Além disso, Valdemar trocou farpas com Eduardo Bolsonaro sobre planos eleitorais.
Organizada em tempo recorde - No monitoramento em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp feito em tempo real pela Palver, foi possível identificar que as convocações para as manifestações do dia 21 de setembro começaram já na quinta-feira, 18. O ato ocorreu duas semanas depois das mobilizações do 7 de Setembro, organizadas pela direita bolsonarista em defesa da anistia, e rapidamente ganhou tração digital. As mensagens circularam em crescimento ao longo do fim de semana, impulsionadas pela ampla divulgação dos shows de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil na manifestação do Rio de Janeiro, que se tornaram um dos principais chamarizes para a adesão popular. Até as 18h do dia 21, o engajamento nos grupos públicos de WhatsApp em torno da manifestação contra a anistia superou o registrado nos atos bolsonaristas de 7 de Setembro. A cada 100 mil mensagens trocadas, cerca de 865 faziam referência às convocações e aos comentários sobre o protesto do dia 21, contra 724 durante as mobilizações da direita duas semanas antes. O principal impulso para esse crescimento foi o avanço da PEC da Blindagem, interpretada em grupos menos politizados como um avanço da impunidade, com termos como bandidagem e corrupção circulando amplamente nas mensagens.
Presidente IPG-Instituto João Goulart


