Manchetes de jornais de domingo 20- 07-2025
RESUMO DE DOMINGO - 20/07/2025
Manchetes de jornais de domingo 20- 07-2025
Edição de Chico Bruno
FOLHA DE S.PAULO – Lula afirma que proibir a entrada de ministros do STF nos EUA é arbitrário
O ESTADO DE S.PAULO – Presidente que ataca a democracia não consegue anular condenação
CORREIO BRAZILIENSE – EUA sobem o tom. Lula faz reunião de emergência
O GLOBO – O ‘amargo caviar do exílio´

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
Era só o que faltava - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como "arbitrária e sem fundamento" a proibição da entrada de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) nos Estados Unidos. A medida foi anunciada pelo governo Donald Trump na noite de sexta-feira (18). "A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações", afirmou o petista. A sanção a Alexandre de Moraes e a outros sete ministros do STF veio depois da operação da Polícia Federal autorizada pelo tribunal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O político foi alvo de busca e apreensão e passou a viver sob restrições de liberdade. Ontem, Moraes afirmou que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) “intensificou as condutas ilícitas” depois da operação da PF contra seu pai e citou postagens em que o ministro é chamado de “ditador e gângster de toga”. Acusado de liderar uma trama golpista, Bolsonaro agora usa uma tornozeleira eletrônica para monitorar seus movimentos. Trump, seu aliado, anunciou sanções ao Brasil em apoio ao ex-presidente.
Condenação e ponto final - Alvo de novas medidas cautelares na última semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro busca reverter uma possível condenação por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto articula, em outra frente, uma anistia no Congresso. As duas iniciativas, porém, esbarram em um histórico global sem reversões. Um levantamento inédito, feito por cientistas políticos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade de Pisa, na Itália, mapeou 148 condenações de ex-chefes de governo em 76 países entre 1946 e 2024, e mostra que, ao contrário dos casos de corrupção, nenhuma sentença por ataque direto à ordem democrática foi revertida - seja por decisão judicial, seja por anistia. De todos os casos mapeados, não há registro de que a condenação de um ex-presidente, primeiro-ministro ou mesmo ditador por crimes contra a democracia, como tentativa de golpe de Estado, tenha sido revertida por tribunais, em qualquer instância, ou encerrada por meio de anistia.
Reação inicial - Presidente da República convoca o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, após o governo norte-americano revogar o visto de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República. O encontro termina com o repúdio à “arbitrariedade sem fundamento” e a decisão de levar a crise à cúpula em defesa da democracia que acontecerá amanhã em Santiago. O evento contará também com a participação dos presidentes do Chile, do Uruguai e da Colômbia. Pelo X, Lula ressalta, ainda, que “nenhuma intimidação ou ameaça” vai comprometer o trabalho das instituições nacionais na defesa do Estado Democrático de Direito. Aliados de Donald Trump garantem que a suspensão dos vistos das autoridades brasileiras “é só o começo”.
Lembranças do exílio - Cartas inéditas cedidas pela Fundação Fernando Henrique Cardoso ao GLOBO revelam as preocupações políticas em paralelo à pesquisa em sociologia que pontuam a trajetória do ex-presidente no Chile, onde se exiliou nos anos 60. “A inteligência livre aborrece a estupidez reacionária”, escreveu o professor da USP.
“O Brasil já está condenado” - A abertura da investigação contra o Brasil, pelos Estados Unidos, no âmbito da Seção 301 da Lei Comercial norte-americana, abriu mais um flanco na disputa comercial entre os dois países, mas pode ser positiva para o governo brasileiro ganhar tempo na entrada em vigor da sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros, prevista para 1º de agosto, na avaliação do diplomata e ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero. “Isso pode permitir, primeiro, quem sabe, um prazo maior, porque a investigação não vai terminar no dia 1º de agosto. E, como há sessão marcada para o dia 3 de setembro, haveria mais tempo”, afirma Ricupero, em entrevista ao Correio, na quinta--feira (17), por telefone. Na avaliação do ex-ministro, contudo, o Brasil já está condenado antes mesmo de se defender na audiência marcada para 3 de setembro pelo representante de Comércio dos EUA, o USTR, e não terá a mínima chance, “como no tribunal da inquisição”, na Idade Média. “Ele já está condenado”, afirma. Para ele, o presidente dos EUA, Donald Trump, resolveu abrir o processo para tentar dar alguma justificativa às medidas contra o Brasil que não têm fundamento do ponto de vista técnico, mas seguirá uma estratégia de forçar uma negociação permanente. Diplomata de carreira, Ricupero não poupa críticas ao modus operandi de Trump e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está sendo patrocinado pelo ex-capitão em solo norte-americano. “O Eduardo Bolsonaro está cometendo um suicídio político. Ele, dificilmente, no futuro vai ter condições de poder enfrentar a opinião pública brasileira”, profetiza.
STF na arena da hiperpolarização - Após desempenhar papel fundamental nas eleições de 2022, quando a democracia brasileira ficou muito perto da ruptura institucional, o Judiciário brasileiro se tornou alvo de novos ataques políticos e diplomáticos. Até então acusados de promover uma “caça às bruxas”, os integrantes do sistema de Justiça passaram a sofrer retaliações de caráter pessoal, como no caso da revogação dos vistos determinada pelo governo norte-americano. Não bastaram as agressões contumazes do bolsonarismo que, ainda em 2018, provocava ao afirmar que bastavam “um soldado e um cabo” para fechar o STF. Não bastaram as incontáveis tramas para desqualificar o sistema eleitoral brasileiro. Não bastaram as cenas deploráveis de destruição promovida por uma turba de fanáticos golpistas em 8 de Janeiro. O Supremo continua a ser alvo dos intolerantes da democracia. A hiperpolarização, fenômeno que invadiu espaço nas democracias liberais, está provocando um teste de estresse nas instituições. E, no caso do Brasil, ganhou contornos diplomáticos com a crise dos Estados Unidos. Essencial na preservação do ordenamento constitucional, o Supremo Tribunal Federal foi trazido para o centro da arena política, apesar de seus integrantes não disputarem eleições. Precisará, juntamente com os outros Poderes da República, defender os valores que sustentam a nação brasileira.
EUA: Revogar visto é só o começo - Aliados do presidente norte-americano Donald Trump defendem que a decisão de revogar os vistos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de seus aliados e familiares é apenas o começo das retaliações. Além de Moraes, tiveram os vistos suspensos o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, o vice, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Di no, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. “A revogação do visto é um começo, agora precisamos de responsabilização total”, disse a deputada republicana María Elvira Salazar, em publicação no X. Entre as novas sanções citadas estariam o aumento nas tarifas de 50% para 100%, assim como a adoção de um conjunto de punições com a Otan, somadas ao bloqueio do uso de satélites e GPS. Moraes, outros membros da Corte também estariam sujeitos à chamada Lei Magnitsky, que impede uma série de operações financeiras, entre outras punições. A informação foi revelada pelo jornal The Washington Post que, na quinta-feira, revelou a existência de uma proposta de sanção contra Moraes circulando entre membros do governo de Donald Trump, impulsionada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos e que as medidas seriam impostas pela Lei Magnitsky. A publicação também cita que o nome de Moraes passou a ser ventilado em audiências no Promessa é endurecer retaliações contra o Supremo Congresso norte-americano desde maio, mas os bastidores do caso só vieram à tona agora, após a publicação do Post. A reportagem também cita que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atua diretamente para que as sanções avancem — movimento que e controu resistência dentro do próprio governo americano. Fontes ligadas ao Departamento do Tesouro relataram ao jornal que a proposta enfrenta oposição dentro do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), responsável pela aplicação da lei. Para uma das autoridades ouvidas, sancionar um ministro da Suprema Corte apenas por discordância política poderia colocar em xeque o papel dos Estados Unidos como defensores da democracia no cenário global
Hora de retribuir - Melhor ator no Festival de Cannes 2025 e parabenizado por telefone pelo presidente Lula, Wagner Moura enviou um apelo para que o titular do Planalto vete o Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental. Para o artista, a aprovação do “PL da Devastação” demonstra que o Congresso se tornou um “mero vetor” de interesses econômicos.
Doutor Ulysses Na luta contra o bolsonarismo e pela cassação de Eduardo Bolsonaro, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou uma frase de Ulysses Guimarães em sua rede social. “Discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. Traidor da Constituição é traidor da Pátria”.
Quero, sim - Pouco mais de 5.100 aposentados e pensionistas do Distrito Federal aderiram ao plano nacional de ressarcimento proposto pelo governo Lula e homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Esse número corresponde a 30% do total de segurados do DF aptos a receber algum valor descontado indevidamente, segundo a pasta. Esse percentual, de resto, equivale à média nacional de beneficiários que aceitaram os termos apresentados pelo governo para evitar a judicialização.
Olha a data - O governo começa a efetuar o ressarcimento a partir da próxima semana, dia 24. O beneficiário interessado em receber o montante ainda este mês deve se manifestar até segunda-feira por meio do aplicativo Meu INSS ou em uma agência dos Correios.
Apelo à ciência - Escalado para comandar a Previdência no auge da crise do INSS, o ministro Wolney Queiroz recorreu à ciência para melhorar o sistema que atende a 60 milhões de brasileiros. Convidado para a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife, ele lançou um concurso nacional de monografias sobre a Previdência Social.
O futuro é nosso - O intuito é incentivar a produção de conhecimento científico para melhorar o sistema previdenciário. “Enfrentamos recentemente o maior ataque aos segurados da Previdência Social e agora temos que olhar para a frente”, disse Queiroz.
Seleção - O Banco do Brasil divulgou a lista dos cinco executivos indicados para comandar empresas que formam o conglomerado da instituição financeira. São eles: Delano Valentim Andrade (BB Seguridade); Mario Matsumoto Fujii (BB Americas); Marcelo Augusto Labuto (Brasilseg); Gustavo Pacheco Lustosa (BB Asset); Paulo André Rocha Alves (BBTS). Após submetidos à avaliação da governança, os indicados seguem para as etapas de eleição e nomeação.
Para ganhar - “Esses profissionais desempenharão papel fundamental na geração de resultados para o Banco do Brasil, especialmente em um ambiente altamente competitivo e em constante transformação”, afirmou a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, em relação aos servidores selecionados.
No topo - Primeira mulher a ocupar a presidência do BB, Tarciana Medeiros compareceu por duas vezes na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo, elaborada pela revista Forbes.
Realidade feminina - A Câmara dos Deputados protagonizou, na semana passada, duas ações em defesa dos direitos da mulher. A primeira: a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou o projeto de lei 5881/23, de autoria da senadora Damares Alves (PL-DF), que obriga o poder público a divulgar, a cada dois anos, relatório com a análise sistematizada do Registro Unificado de Dados e Informações sobre Violência contra as Mulheres. A proposta, já aprovada no Senado, seguiu para a CCJ da Câmara.
Imagem e som - Em outra frente, a Câmara lançou edital da segunda edição do concurso Pelo Fim da Violência contra a Mulher. O objetivo é selecionar cinco obras audiovisuais sobre o tema. Cada filme selecionado ganhará prêmio de R$ 10 mil e exibição na TV Câmara e demais canais da Casa Legislativa por dois anos.
Bolsonaristas contam com novas sanções - Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contam com pesadas sanções ao Brasil pelo governo Donald Trump nos próximos dias para virar o jogo contra Alexandre de Moraes na opinião pública, hoje majoritariamente alinhada à tese da defesa da soberania nacional. Segundo um dirigente, a população vai querer "linchar" —metaforicamente— o ministro do STF caso haja punições econômicas e restrições de funcionamento de satélites, que afetam o funcionamento de sistemas GPS, ou dificuldades para cidadãos comuns viajarem aos EUA e outros países.
Grupo pede mobilização da sociedade contra sanções de Trump - O grupo jurídico Prerrogativas divulgou nota neste sábado (19) pedindo a mobilização da sociedade brasileira contra as medidas de retaliação impostas pelo governo Donald Trump, que poderão ser ampliadas nos próximos dias. Segundo o grupo, o cancelamento dos vistos "representa um ato sem precedentes de violação do respeito mútuo que as instituições de Estado de países independentes devem resguardar em suas relações bilaterais".
Referência indevida - A referência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à prisão do sul-africano Nelson Mandela, ao comentar a ação da Polícia Federal contra o pai, Jair Bolsonaro, é incoerente com a visão que grande parte da direita tem do Nobel da Paz, que é frequentemente chamado pelos conservadores de comunista e terrorista. Um dos principais críticos de Mandela era o filósofo Olavo de Carvalho, espécie de guru intelectual do bolsonarismo, morto em 2022. Ele costumava dizer que o sul-africano era um oportunista, que vestia o figurino de progressista e libertador de seu povo, mas era ligado à plutocracia americana, especialmente à família Rockfeller. Na direita brasileira, Mandela também paga o preço pela sua associação com Lula e o PT. O presidente sempre considerou o sul-africano um aliado e esteve com ele diversas vezes desde a década de 1990.
Hora certa - A ideia de convocar uma rede nacional de rádio e TV para Lula falar na noite de quinta-feira foi discutida no Palácio do Planalto uma semana antes. Um pronunciamento de Lula chegou a ser cogitado na sexta-feira 11, dois dias após o anúncio da tarifa. Mas a tese de que as entrevistas que Lula havia dado já eram suficientes prevalecia. Mas o andamento dos acontecimentos, com Donald Trump insistindo nos ataques; e pesquisas de opinião mostrando a reação favorável da população, consolidaram a percepção de que Lula deveria falar. O texto do pronunciamento foi feito por uma turma da equipe da Secom, do Itamaraty e de Celso Amorim. A escrita final foi de Sidônio Palmeira.
Maioria aprova operação - A operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na última sexta-feira, recebeu o apoio da maioria dos usuários das redes sociais. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Quaest, divulgada ontem, que revela que 59% das menções monitoradas pelo instituto nas redes sociais apoiaram a ação, enquanto 41% dos internautas adotaram um tom crítico e defenderam o ex-presidente. A Quaest monitorou 1,3 milhão de menções sobre o assunto nas redes sociais, entre 0:00 e 17:00 na sexta-feira. No total, foram identificados 418 mil autores únicos falando sobre a operação, com média de 72 mil comentários e alcance médio de 113 milhões de visualizações por hora. Facebook, Instagram, Reddit, Tumblr e Youtube. Entre os que criticaram a operação, 10% das publicações usam termos como "censura" ou "ditadura". Menções a "abuso de poder" e críticas dirigidas ao Supremo Tribunal Federal (STF) também foram identificadas pelo levante. Já entre os que estavam apoiando a operação, expressões como "Bolsonaro na cadeia" e "grande dia" também foram muito utilizadas pelos usuários das redes. O instituto também constatou que a operação gerou um pico de engajamento nas redes sociais entre a manhã e o início da tarde, sendo que por volta das 10h o volume de menções ao tema já ultrapassava 150 mil.
Agradece ataque a soberania - O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, pela revogação do visto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e de outros integrantes do STF. Segundo Eduardo, o governo Trump adotará outras medidas contra Moraes e autoridades brasileiras. “Muito obrigado presidente Donald Trump e secretário Marco Rubio. Eu não posso ver meu pai e agora tem autoridade brasileira que não poderá ver seus familiares nos EUA também - ou quem sabe até perderão seus vistos”, escreveu Eduardo na rede social X, citando uma publicação em que o secretário americano anuncia a revogação do visto de Moraes, “seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos”. “Eis o CUSTO MORAES para quem sustenta o regime. De garantido só posso falar uma coisa: tem muito mais por vir!”, continuou Eduardo Bolsonaro. Em outra publicação, ele afirmou que não haverá recuo.
Tóxico - Eduardo Bolsonaro se tornou “tóxico” para o mundo político após suas ações nos Estados Unidos prejudicarem o próprio pai, dizem lideranças do Congresso. Com o pé atrás, integrantes do Centrão avaliam que, por ora, o comando da Câmara descartará qualquer medida que beneficie o deputado, como salvar seu mandato. O primeiro recado foi dado pelos presidentes da Casa, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, ao rejeitarem interromper o recesso parlamentar. A pausa no Legislativo veio a calhar para a cúpula analisar o cenário até agosto. Há temor de se associar a Eduardo e acabar com rótulo de traidor da Pátria. Pesquisas mostraram que a população é sensível ao tema da soberania, com perdas para o bolsonarismo e melhora na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parlamentares citam a seguinte máxima na política: “Me peçam para acompanhar o funeral, mas não para cair no buraco”. Portanto, interlocutores apostam que, enquanto tiver dúvidas de causaria prejuízos a sua imagem, Motta deve manter na gaveta os 2 projetos apresentados pelo PL, um permitindo mandato remoto e outro para prorrogar a licença, ficarão na gaveta.


