Ligação com o PCC ronda campanha de Tarcísio para 2026
Ligação com o PCC ronda campanha de Tarcísio para 2026
Dois dos maiores articuladores da candidatura de Tarcísio ao Planalto, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, presidentes do União Brasil e do PP, foram acusados de conexão com a facção.
Enquanto a extrema direita e o Centrão aprovavam a PEC da Blindagem — ou da Bandidagem, para ser mais exato — que serve para proteger os políticos que cometerem crime, o presidente de um dos maiores partidos brasileiros era acusado de ser sócio da maior facção criminosa do país.
O bom do Brasil é que tudo é autoexplicativo. Não há nuances nem mistérios. O objetivo da emenda constitucional está explícito: proteger a bandidagem da política. Antonio Rueda, presidente do União Brasil, foi apontado como o líder de um grupo criminoso que financia a compra de aeronaves particulares para servir ao PCC. Em entrevista ao ICL Notícias, um piloto de uma empresa de táxi aéreo revelou que Rueda seria o verdadeiro dono de quatro jatinhos ligados à facção, que estariam em nome de laranjas.
A denúncia foi feita pelo piloto à Polícia Federal, que já incluiu o presidente do União Brasil na Carbono Oculto — a investigação que mira os negócios do PCC com o setor de combustíveis e a Faria Lima. Isso significa que há indícios de que o piloto fala a verdade. O cacique do União Brasil nega tudo.
Durante os dois anos em que trabalhou para a Taxi Aéreo Piracicaba, TAP, o denunciante trabalhou como piloto de sócios importantes do PCC. Mohamad Hussein Mourad, mais conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, são apontados pela investigação como empresários que têm papel central na coordenação das atividades financeiras da facção. Ambos estão foragidos.
Segundo o piloto, os dois foram transportados por ele pelo menos 30 vezes. Em uma delas, ele disse ter ouvido Beto Louco comentar que se encontraria com o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, PP, que é um aliado político muito próximo de Rueda.
Nesse mesmo dia, o piloto afirmou ter transportado uma sacola que aparentava conter dinheiro em espécie. O encontro teria ocorrido no gabinete de Ciro Nogueira, o que ele nega.
O que está confirmado até agora é que Beto Louco esteve duas vezes na Câmara dos Deputados em 2023. Segundo os registros, ele declarou ter ido visitar o “PP e o gabinete de um deputado”. O UOL solicitou ao Senado o acesso a todos os registros de entrada de Beto Louco, mas o pedido foi negado sob uma justificativa ridícula: a de que feriria a Lei Geral de Proteção de Dados.



