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Equador concede nacionalidade a Julian Assange, refugiado na embaixada do país em Londres

publicada em 12 de janeiro de 2018
Equador concede nacionalidade a Julian Assange, refugiado na embaixada do país em Londres
Redação (*) | Opera Mundi
Com a identidade e o passaporte equatorianos, Assange passa a ter os mesmos direitos dos cidadãos do país, mas documentos não impedem que ele seja preso caso saia da embaixada
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O governo do Equador confirmou nesta quinta-feira (11/01) que concedeu nacionalidade ao fundador do site Wikileaks, Julian Assange. A informação havia sido divulgada nesta terça (10/01) pelo jornal local El Universo.



Segundo a chanceler equatoriana María Fernanda Espinosa, que deu uma entrevista coletiva à imprensa nesta quinta, o próprio australiano requisitou a documentação e o processo se iniciou no dia 12 de dezembro. O jornal já havia afirmado que o australiano tem uma cédula equatoriana com um "código correspondente à província de Pichincha" e recebeu um passaporte do país no dia 21 de dezembro do ano passado.

Assange está refugiado na Embaixada do Equador em Londres há mais de cinco anos e é protegido pelas autoridades do país para não ser preso por denúncias de estupros feitas por duas mulheres na Suécia. As acusações foram arquivadas, mas o medo do australiano é acabar detido assim que deixar a sede da embaixada.

O temor do fundador do Wikileaks, que revelou milhares de documentos secretos dos Estados Unidos, é que a acusação seja uma "desculpa" para extraditá-lo para os EUA, onde responderia por vazar dados sigilosos.

Com a identidade e o passaporte equatorianos, Assange passa a ter os mesmos direitos dos cidadãos do país, mas os papeis não impedem que ele seja preso caso saia da embaixada.


Assange com a camisa da seleção equatoriana de futebol: ele ganhou nacionalidade equatoriana

Situação 'insustentável'

Ainda ontem, antes da revelação do jornal, Espinosa afirmou em coletiva de imprensa que a situação de Assange é "insustentável" do ponto de vista humano e que está planejando uma "mediação" para encontrar uma solução.

De acordo com ela, o mediador poderia ser "tanto um terceiro país como uma personalidade". Quito deseja que o Reino Unido dê um "salvo-conduto" para que Assange possa sair da nação sem ser preso.

Hoje, Espinosa lembrou que qualquer movimento de Assange para fora da embaixada em Londres precisa ser discutida antes com o governo britânico. “Gostaríamos que viesse, mas qualquer movimento do asilado [Assange] fora da embaixada é algo que se deve acordar com o Reino Unido”, disse.

Por sua vez, a Grã-Bretanha rejeitou reconhecer o "status diplomático" de Assange, que teria sido oferecido pelo Equador, informou um porta-voz do Foreign Office. De acordo com o representante, o país sul-americano havia feito a proposta para resolver o caso do australiano. Para Londres, ele só poderá sair do local "se decidir enfrentar a lei".

(*) Com Ansa
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