Segunda-feira, 22 de julho de 2019.

Curiosidades da história: Brizola ataca general, sofre ameaça e Jango manda socorro.

publicada em 08 de abril de 2010



Diferenças entre governador gaúcho e Antonio Carlos Muricy surgiram na "Legalidade" em 1961. Anos depois, a iminência de grave confronto
Em maio de 1963, o presidente João Goulart mobilizou-se com muita rapidez para evitar um possível conflito envolvendo militares e o governador Leonel Brizola cuja pregação política já ganhara caráter nacional, depois da liderança conquistada na campanha da “Legalidade” em 61. Desta feita, falando em praça pública na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, o governador gaúcho quase criou um problema ao criticar fortemente o general Antonio Carlos Muricy, comandante militar local. A repercussão foi tal que a oficialidade da guarnição federal de Natal reuniu-se e decidiu reagir contra Brizola que havia chamado o general de “gorila” e “golpista”. Informado, o general Muricy tratou logo de abortar a tentativa, cuja repercussão seria desastrosa, reunindo-se com militares, argumentando que o revide seria transformar Brizola em vítima, e assim, evitando o pior.

Brizola foi até Natal (RN) onde atacou o comandante militar da área, seu desafeto, gen. Muricy.
Origem
As divergências vinham do tempo em que o general servira no Rio Grande comandando a Artilharia Divisionária, por escolha pessoal do ministro Odylio Denys e o governador era Leonel Brizola. Tudo surgira num momento delicado, o da renúncia de Jânio Quadros e resistência política do governador, liderando a Rede da Legalidade. O comandante do III Exército, general Machado Lopes, temendo uma guerra civil, aderiu ao movimento e praticamente garantiu a posse de Jango e o êxito do movimento liderado por Brizola.
Mas o general Muricy que tinha posição contrária e acabou deixando o Estado, voltando para o Rio, onde aguardou nova comissão. Apesar do tom de seu pronunciamento e das críticas ao general Muricy, Brizola deixou a capital do Rio Grande do Norte sem ser molestado, mas seguiu direto para Porto Alegre. A ação do presidente Jango evitou o confronto.
Por Carlos Fehlberg
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Política para políticos, Carlos Felberg.

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