Manchetes dos jornais de domingo 02-11-2025
RESUMO DE DOMINGO - 02/11/2025
Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais de domingo 01-11-2025

CORREIO BRAZILIENSE – Três motociclistas mortos a cada 10 dias nas vias do DF
FOLHA DE S.PAULO – Operação foi um sucesso para 57% dos moradores do Rio, diz Datafolha
O GLOBO – Operação é aprovada, mas há temor de represália do tráfico
O ESTADO DE S.PAULO – Vigilância com câmeras públicas e privadas quadruplica em SP
Valor Econômico – Não circula hoje
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes
Estatística macabra - Em apenas oito meses, 68 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito. De acordo com Graziela Piloni, do Detran-DF, as principais causas de fatalidades são a alta velocidade, a proximidade excessiva de outros veículos, o consumo de álcool e o tráfego na contramão. Especialistas alertam para o uso adequado de equipamentos de proteção. “Somos profissionais que vão para a rua e não sabemos se voltamos”, lamenta Luiz Carlos Garcia, presidente do Sindmoto. Para Wender Morais Vicente, consultor em segurança no trânsito, o aumento da frota, aliado à pressa dos condutores e à falta de atenção, principalmente quando usam smartphones enquanto pilotam, elevam os riscos. “Tudo isso gera, também, um alto custo social”, acrescenta.
Operação aprovada - A operação policial mais letal da história do Rio, que deixou ao menos 121 mortos na terça-feira passada (28), foi vista como um sucesso por 57% dos moradores da capital e da região metropolitana da cidade. Outros 39% pensam o contrário. A avaliação havia sido feita pelo governador Cláudio Castro (PL), ao comentar a ação contra a facção criminosa Comando Vermelho, que desencadeou um forte embate político entre as forças políticas de direita e o governo Lula (PT) acerca do manejo da segurança pública na cidade e no país. O dado foi aferido pelo Datafolha em uma pesquisa feita por telefone com 626 eleitores, ouvidos na quinta (30) e na sexta (31). A margem de erro para o total da amostra é de quatro pontos percentuais para mais ou menos, o que permite dizer que a maioria dos entrevistados aprovou a ação. Moradores de favelas seguiram a média das avaliações da cidade, assim como não houve diferenças notáveis entre regiões mais ricas ou pobres. As comunidades do Alemão e da Penha concentraram o embate da terça. O instituto também resgatou a clássica frase "bandido bom é bandido morto" e questionou os fluminenses sua opinião sobre ela. O resultado foi uma divisão, com 51% concordando com a afirmação e 46%, discordando.
A mais letal da história - A megaoperação deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão na última terça-feira foi bem vista por 64% da população do estado, enquanto 27% a desaprovaram, mostram dados da pesquisa Genial/Quaest divulgados neste sábado. A ação policial, deflagrada contra lideranças do Comando Vermelho, resultou na morte de 121 pessoas e ficou registrada como a operação mais letal da história. Apesar de ter da operação ter aval da maioria da população, 52% afirmaram que, depois do ocorrido, se sentem menos seguros, enquanto 35% disseram se sentir mais protegidos que antes. Além disso, 74% alegaram temer uma reação do tráfico e 84% disseram que enxergam no Rio um "cenário de guerra" atualmente. A Quaest realizou 1.500 entrevistas em 40 municípios no estado do Rio. A margem de erro considerada foi de três pontos percentuais para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento mostra que o índice de entrevistados que aprovam a administração estadual subiu de 43%, registrado em agosto, para 53%. Ao mesmo tempo em que aponta um salto na aprovação à gestão de Castro, a pesquisa mostra uma oscilação negativa na avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas dentro da margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos. Depois da operação, 64% desaprovam o governo federal, 34% aprovam e 2% não souberam responder. Em agosto, 62% desaprovavam Lula, 37% aprovavam e 1% não sabia responder.
4 vezes mais - A vigilância por câmeras públicas e privadas em São Paulo quadruplicou, atingindo mais de 38 mil câmeras integradas ao programa Muralha Paulista, o que permite o monitoramento unificado por parte da Polícia. A iniciativa, que inclui câmeras de monitoramento, reconhecimento facial e leitores de placas, conecta equipamentos da polícia, prefeituras, condomínios e empresas privadas para combater a mobilidade criminal no estado.
Bahia, o calcanhar de Aquiles da esquerda - Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o Rio ocupa a modesta 15ª posição no ranking das unidades da Federação em número de mortes violentas intencionais (MVI) — que inclui homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial. O líder dessa estatística é o Amapá, seguido da Bahia. Pela extensão territorial e tamanho da população, o estado governado por Jerônimo Rodrigues, do PT, vai virar vidraça na guerra política entre direita e esquerda no debate sobre segurança pública, uma das principais preocupações do eleitor que vai às urnas em 2026. Mesmo tendo reduzido a taxa de MVI em mais de 8%, a Bahia registrou, só no ano passado, 6 mil mortes violentas — muito acima dos números de Rio de Janeiro e São Paulo (3,8 mil e 3,7 mil, respectivamente), que têm populações bem superiores. Quando se olha para os números da violência policial, a Bahia ocupa a liderança em números absolutos. De cada quatro mortes violentas, uma foi provocada por agentes do estado (25%), contra 21% em São Paulo e 18% no Rio. Foram 1.556 pessoas mortas, em 2024, em ações envolvendo forças policiais na Bahia, quase o dobro do registrado em São Paulo (813) e no Rio (703). de acordo com o anuário. A liderança é da cearense Maranguape, com quase 80 mortes violentas por 100 mil habitantes. Na sequência, três municípios baianos: Jequié (77 por mil), Juazeiro (76) e Camaçari (74). Completam a lista Simões Filho, no 7º lugar, e Feira de Santana, em 10º. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), um dos primeiros nomes a se lançar pré--candidato à Presidência, não escondeu que a Bahia está no mapa da campanha eleitoral do ano que vem e vai ser usada contra o candidato do governo de Luiz Iná cio Lula da Silva — que pode ser o próprio presidente, em reeleição. Lula foi o mais votado na Bahia. E é onde mais se mata no Brasil, o maior percentual de mortes por 100 mil habitantes. Ali há uma verdadeira carnificina. Por que eles não implantaram esse modelo (de segurança integrada) no seu próprio estado?” afirmou Caiado recentemente.
Moradores protestam - Moradores do Complexo da Penha e Alemão e de outras favelas do Rio de Janeiro protestaram contra a megaoperação policial que deixou ao menos 121 mortos no estado. A manifestação ocorreu na sexta-feira, horas depois de a cúpula da segurança pública divulgar que 99 dos 117 mortos (fora os quatro policiais) foram identificados. Segundo o governo do estado, a Operação Contenção foi realizada para cumprir 100 mandados de prisão e 180 de busca e apreensão contra a facção criminosa Comando Vermelho. A mobilização de cerca de 2,5 mil agentes fez da operação a maior em 15 anos no estado, mas o número recorde de mortos a tornou a mais letal da história.
Operação & eleição - A operação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro mudou o cenário político do estado para 2026. O prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD), que era considerado “pule de dez” para o governo estadual, arrisca ter oposição. Crescem os aliados de Cláudio Castro (PL), que virou uma forte opção para o Senado. A depender do cenário mais à frente, o PL terá candidato próprio, apesar dos acenos a Paes. Não por acaso, o partido começa a fazer uma série de exigências para apoiar o nome do PSD.
Precisa trabalhar - Parlamentares do Centrão aconselham o governo a usar o período da COP30 para reforçar a base aliada, consolidando o diálogo com os partidos. São 10 dias que poderão fazer a diferença na hora de votar os projetos. Para isso, é preciso ampliar o diálogo e levar para perto de Lula aqueles que estão em cima do muro, ou seja, costumam votar com o governo, mas não se consideram base aliada.
E o IR vem aí - Está nas mãos de Renan Calheiros a possibilidade de levar ao plenário o projeto que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avisou que vota no mesmo dia em que aprovar na Comissão de Assuntos Econômicos ou no dia seguinte. Não há movimento contra a proposta, e a ideia é aprovar antes da COP30, com Casa cheia.
Se tributar demais... - As bets estão em pleno movimento para evitar novas taxações. As que operam legalmente têm feito um périplo no Parlamento explicando que, se forem taxadas ainda mais, a ilegalidade aumentará. As bets pagam hoje 12% sobre a Receita Bruta de Jogos, o que, somado a PIS/Cofins e ISS, eleva a carga total a aproximadamente 25%. “Em países com tributação sobre o valor apostado, como a Alemanha, os custos mais altos levam apostadores a migrar para operadores ilegais que oferecem melhores condições e prêmios. Hoje, apenas 20% a 40% das apostas de slots on-line no país ocorrem em sites licenciados; 60% a 80% migram para o mercado clandestino”, afirma André Gelfi, diretor do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
Só depois - Sessão do Congresso Nacional só após a COP30. O presidente Davi Alcolumbre (União-AP) confirmou que apreciará Orçamento e vetos em novembro. Não chegou a mencionar data, mas é certo que não será antes do evento.
Ministra do STF? - Em evento do O Otimista em Brasília essa semana, o advogado ex-secretário Especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil Marcos Rogério fez um comentário sobre a integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Renata Gil. “E quiçá, ministro Ciro (Gomes), futura ministra do Supremo Tribunal Federal?”, perguntou ao ex-governador Ciro Gomes ao se referir à Gil.
Fonte científica - Integrantes da Associação De Olho no Material Escolar se reuniram recentemente com o deputado Moses Rodrigues (União-CE) e parlamentares da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação para defender melhorias no relatório. A principal reivindicação é que o texto garanta um material didático baseado em fontes técnico científicas, evitando dados e informações desatualizadas e ou equivocadas.
Um texto que vai dar problema - A oposição ainda não leu, mas já quer derrubar a medida provisória que o governo pretende enviar ao Congresso para fechar as contas deste ano. A aposta dos oposicionistas é a de que vem por aí mais uma leva de novos impostos. Na ala favorável, há quem esteja pensando em associar qualquer nova taxação ao envio de dinheiro extra à segurança pública. A ideia é tentar facilitar a aprovação. Afinal, o assunto que entrou na ordem do dia depois da operação essa semana no Rio de Janeiro.
Preventivo - No Lide Brazil Reino Unido Forum dessa sexta-feira, em Londres, o vice chairman e chefe global de Políticas Públicas do Nubank, Roberto Campos Neto, aproveitou o fim de sua palestra para fazer uma comparação dos impostos pagos por fintechs e grandes bancos. Em 2024, conforme Campos Neto, “as fintechs pagaram 30% de impostos e os grandes bancos, 12%. Em 2023, as fintechs pagaram 36% e os bancos, 9%. As fintechs foram grandes propulsoras de inclusão financeira”, afirmou. Esse discurso vai ganhar mais corpo entre os congressistas quando chegar a hora de analisar a taxação desse segmento.
Lula inicia agendas da COP30 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, ontem, uma intensa agenda no Pará em preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Após inaugurar obras do Aeroporto Internacional de Belém e do Porto de Outeiro, Lula deve permanecer na capital e em regiões próximas ao longo da semana. Hoje e amanhã, a agenda do presidente será dedicada a visitar comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas no Pará, em locais de difícil acesso. Os empreendimentos lançados somam quase R$ 700 milhões em investimentos públicos e privados, reforçam a infraestrutura logística da Região Norte e simbolizam o esforço do governo federal em transformar a capital paraense em vitrine do desenvolvimento sustentável. Durante a cerimônia no porto, Lula destacou o caráter simbólico das entregas e afirmou que a COP trará uma nova realidade para Belém. “Muitos não queriam que a gente trouxesse essa conferência para o Norte do país, porque diziam que não havia estrutura. Está aqui a estrutura. Quando há vontade política e união entre governo e povo, as coisas acontecem. Belém será outra cidade depois da COP”, declarou o presidente, que esteve acompanhado de ministros, do governador Helder Barbalho e do prefeito Igor Normando.
A disputa - O PT e o PL disputam nos bastidores a presidência da CPI do crime organizado e podem decidir a questão no voto, na próxima terça-feira (4), diante da esperada falta de acordo no Senado.
O governo tenta convencer Fabiano Contarato (PT-ES), delegado aposentado da Polícia Civil, a brigar pelo cargo. Com a resistência apresentada pelo senador, o líder da bancada petista, Rogério Carvalho (SE), foi acionado como plano B. Do lado bolsonarista, o preferido é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado e notório integrante da bancada da bala. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), consenso entre os colegas para a relatoria, pretende votar na terça, logo após a instalação, o plano de trabalho e os primeiros requerimentos de convite, convocação e informação.
Mauro Cid vai de férias e não voltará ao Exército - O tenente-coronel Mauro Cid, aposentado do exército devido à sua participação na conspiração golpista, deveria se apresentar ao serviço na próxima terça-feira, mas tirará 60 dias de folga para evitar constrangimentos. A expectativa é que ele não retorne mais às fileiras da força devido à falta de atmosfera entre seus companheiros de equipe. El Cid solicitou a transferência para a reserva paga com renda proporcional ao tempo de serviço, que deve ser autorizado pelo exército, a partir de janeiro. Durante o tempo em que atuou como assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, Cid não tirou férias e, segundo a regra, será compensado por dois períodos de descanso no momento da transferência para a reserva.
'Esquerda errou ao não ouvir trabalhadores de app' - Guilherme Boulos, novo chefe da Secretaria-Geral da Presidência, afirma que sua gestão não será passiva diante de críticas e enfatiza a necessidade de diálogo com setores como trabalhadores informais e evangélicos. Em sua primeira reunião, destacou a importância de ouvir os entregadores por aplicativo para regulamentar o setor, seguindo promessas de Lula. Boulos também planeja viajar pelo Brasil para fortalecer laços com movimentos sociais e discutir temas relevantes para a classe trabalhadora.
Fora da polarização, Eduardo Leite fica isolado - Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, busca se distanciar da polarização política, mas enfrenta isolamento na sucessão estadual. Leite prefere seu vice, Gabriel Souza (MDB), que aparece em quarto nas pesquisas. Enquanto isso, PDT e PT investem em candidatos próprios e o PL articula alianças com Republicanos e PP. Leite, agora no PSD, também mira um voo nacional em 2026.
PEC da Segurança sobrecarrega PF - A ausência da Polícia Federal (PF) na megaoperação policial contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos na última terça-feira, 28, reacendeu o debate sobre o papel da instituição, que tem entre as missões combater o crime organizado. Especialistas ouvidos pela Coluna do Estadão apontam receio com o aumento de atribuições da corporação caso seja aprovada a PEC da Segurança no Congresso. Para esse grupo, o órgão vem ganhando cada vez mais obrigações sem uma reestruturação, o que gera brechas operacionais. Procurada, a PF não respondeu. A proposta do governo Lula prevê que a PF passaria a apurar também infrações penais contra a ordem política e social, além de ampliar investigações contra organizações criminosas e milícias. Na atual gestão petista, a Polícia Federal já assumiu mais dois encargos, que até então eram executados pelas Forças Armadas. O primeiro foi fazer a segurança do presidente da República e seus familiares. A corporação também passou a coordenar o sistema de fiscalização de armas no País.
Resistência no eleitorado feminino é desafio de Tarcísio - Cotado para disputar a Presidência da República em 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrenta um desafio em um segmento decisivo do eleitorado: as mulheres. Pesquisas de intenção de voto e de avaliação de governo indicam que, assim como o seu padrinho político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador tem maior apelo entre os homens. Em nota, a gestão estadual disse que “atua de forma firme e transparente, desde o primeiro dia de trabalho, na promoção de políticas públicas voltadas à proteção, acolhimento e autonomia feminina”. Acrescentou ainda que, sob o governo Tarcísio, foi criada uma secretaria dedicada exclusivamente às demandas das mulheres, além de um movimento, chamado “SP Mulher”, voltado a ampliar a visibilidade das políticas públicas.
João Vicente Goulart
Presidente IPG-Instituto João Goulart


