Imperialismo dos EUA na América Latina

Imperialismo dos EUA na América Latina
PALAVRA DA DIRETORIA | Os ataques dos EUA à Venezuela, bem como as declarações do presidente Donald Trump e de seu secretário de Estado, Marco Rubio, são inaceitáveis e devem veementemente ser repudiados pelos organismos internacionais. O que aconteceu foi a INVASÃO e SEQUESTRO do chefe de Estado de um país soberano, seguido de um ASSALTO anunciado às riquezas naturais desse país. Isso tudo passando por cima de qualquer parâmetro definido pelo Direito Internacional. São bem conhecidas as participações dos EUA — por intermédio de suas diversas agências de inteligência e subversão, ou mediante financiamento de mercenários e ONGs de diversos tipos — em derrubadas de governos, assassinatos de chefes de Estado, estabelecimento de governos fantoches e golpes de diversos tipos ao longo dos últimos 80 anos.
Entre algumas de suas conhecidas vítimas, é possível citar, perfazendo uma lista muito incompleta: Mohammad Mossadegh (Irã, 1953), Jacobo Árbenz (Guatemala, 1954), Patrice Lumumba (Congo, 1961), João Goulart (Brasil, 1964), Salvador Allende (Chile, 1973), Saddam Hussein (Iraque, 2003-2006), Muammar Gaddafi (Libia, 2011), Viktor Yanukovytch (Ucrânia, 2014).
O sequestro do presidente Nicolas Maduro é mais um da extensa lista de crimes perpetrados pelos EUA em outros países. Talvez o único elemento novo nesse mais recente crime estadunidense seja a admissão abertamente cínica do seu cometimento, sem qualquer pretensão de ocultá-lo — o discurso imperial tornou-se explícito em seu teor supremacista e colonizador ao ostentar com orgulho o argumento da força bruta: “faço-o porque posso e assim o quero”.
Os EUA, há muito tempo, jogaram fora o Direito Internacional ao optarem por seu uso seletivo e discricionário; agora, ao que parece, nem mais a hipocrisia de buscarem justificar-se perante tal seletividade existe mais. A ONU precisa ser respeitada e fortalecida, mas sabemos que tal organização não detém poder de parar a força dos EUA.
Todos aqueles que defendem o Estado Democrático de Direito e a soberania dos povos devem demonstrar seu repúdio às ações imperialistas sempre orquestradas pelo mesmo agente, os EUA, e reivindicar reformulação urgente da ONU e de outros organismos internacionais de forma a garantir a retomada da soberania da Venezuela e, sobretudo, impedir que novas ações dessa natureza sejam implementadas por estados com poderio econômico e militar sobre seus vizinhos e o mundo.


