Nobel da Paz? Quem é María Corina Machado, a venezuelana nada pacífica premiada em 2025
Nobel da Paz? Quem é María Corina Machado, a venezuelana nada pacífica premiada em 2025
Líder ultradireitista, María Corina Machado tem um longo histórico de promoção da instabilidade política na Venezuela.
Encontro com então presidente George W. Bush no auge das denúncias de crimes de guerra dos EUA contra o Iraque, em 2005 (Foto: Wikimedia Commons)
A seguir, alguns dos casos nada pacíficos que envolvem seu nome:
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Golpe de 2002: participou ativamente da tentativa de derrubar Hugo Chávez, assinando documento que reconhecia o governo ilegítimo do empresário pró-EUA Pedro Carmona Estanga.
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Origem oligárquica: legítima representante da elite venezuelana, Machado pertence a uma família que foi proprietária da principal indústria siderúrgica do país, até sua estatização em 2010.
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Deputada cassada: eleita em 2010, perdeu o mandato ao aceitar ser representante diplomática do Panamá junto à OEA, em 2014, violando o artigo 191 da Constituição venezuelana.
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Chamados à violência: participou ativamente das guarimbas (distúrbios de rua violentos) e chegou a pedir uma intervenção militar dos Estados Unidos em 2019, ao instar a Assembleia Nacional a ativar o artigo 187 para autorizar uma força multinacional no território venezuelano.
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Encontro com genocidas: em maio de 2005, no auge das denúncias sobre crimes de guerra dos EUA no Iraque, visitou o então presidente George W. Bush para pedir ingerência contra a Venezuela, quando era diretora-executiva da ONG Súmate.
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Vínculos com Israel: admiradora do regime sionista, prometeu restabelecer relações diplomáticas com Israel e publicou comunicados de apoio ao Estado israelense. Em dezembro de 2018, chegou a pedir ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu uma intervenção militar na Venezuela, em carta pública também dirigida ao então presidente argentino Mauricio Macri.
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Inabilitação por corrupção: desde 2015, está impedida de exercer cargos públicos por irregularidades administrativas, decisão ratificada em janeiro de 2024 pelo Tribunal Supremo de Justiça.
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Acusação de traição à pátria: em novembro de 2024, a Procuradoria venezuelana abriu investigação contra Machado por traição e conspiração, após seu apoio a um projeto de lei dos EUA que buscava sancionar o governo de Nicolás Maduro. Ela também pediu à Casa Branca a aplicação de medidas coercitivas unilaterais, que afetam diretamente o povo venezuelano.
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Trama “El Cucutazo”: cúmplice no desvio de milhões de dólares da chamada “ajuda humanitária” durante o falso “governo interino” do foragido Juan Guaidó.
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Atentado contra a embaixada dos EUA: segundo o ministro das Relações Interiores, Diosdado Cabello, Machado estaria por trás do plano frustrado para atacar a embaixada norte-americana em Caracas, com o objetivo de provocar uma reação militar estrangeira.
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Manipulação eleitoral: em julho de 2024, o procurador-geral Tarek William Saab a acusou de fraude e manipulação de resultados nas eleições presidenciais.
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Comanditos: grupos violentos ligados à extrema direita e liderados por Machado foram apontados como responsáveis por 25 mortes e 192 feridos após as eleições de 28 de julho de 2024.
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Planos magnicidas: investigada desde 2014 por envolvimento em complôs para assassinar o presidente Nicolás Maduro
A lista é longa — é difícil acreditar que uma representante oligárquica, extremista e adoradora de Donald Trump tenha recebido um Nobel da Paz. Tudo indica ser mais uma tentativa de legitimar ataques contra a soberania da Venezuela.



