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Rodrigo de Morais, dirigente dos metalúrgicos de SP, filia-se ao PCdoB

publicada em 09 de setembro de 2019
Rodrigo de Morais, dirigente dos metalúrgicos de SP, filia-se ao PCdoB

O líder operário Rodrigo de Morais, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, formalizou sua filiação ao PCdoB na sexta-feira (6/9), em cerimônia na sede do Partido. “Tenho a certeza de que estou tomando a decisão correta – uma decisão muito coerente com minha história de vida”, declarou Rodrigo. Sua ficha foi abonada pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) e por João Vicente Goulart, que foi candidato a presidente em 2018 pelo PPL e hoje integra o Comitê Central comunista.



 “Me apresento aqui apenas como mais um soldado. É na guerra que eu vou me fazer, com o coração cheio de paz”, afirmou Rodrigo (com a camiseta do PCdoB)


Nascido e criado em uma família de operários na região da Vila Curuçá, na Zona Leste de São Paulo, Rodrigo se apresentou, ao se filiar, como um “legítimo filho da periferia”. Além da experiência no chão da fábrica e no movimento sindical, é também bacharel em Ciências do Trabalho. Chegou à diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes em 2012, a convite do presidente da entidade, Miguel Torres. “Era o companheiro Miguel dando oportunidade para uma nova geração”, afirmou.

Na opinião de Rodrigo, “filhos da periferia” como ele tiveram, a partir do governo Lula (2003-2010) a oportunidade de investir na formação. “Depois que nós fomos estudar, passamos a disputar espaços e a incomodar.” O sindicalismo aproveitou o momento favorável para “ter protagonismo” e apostar na “ousadia”.

Com o golpe de 2016 contra a presidenta Dilma e a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições 2018, os trabalhadores perdem direitos, e a democracia é ameaçada. “O movimento sindical sofreu um revés violento”, avalia Rodrigo. “Corremos riscos. Nossos adversários não têm ‘politicamente correto’, nem limite, nem pudor, não.”

Daí a importância, segundo o sindicalista, de tomar partido. “Me apresento aqui apenas como mais um soldado. É na guerra que eu vou me fazer, com o coração cheio de paz”, afirmou Rodrigo, que encerrou seu discurso com versos da música Sujeito de Sorte, do cantor e compositor cearense Belchior (1946-2017): “Tenho sangrado demais / Tenho chorado pra cachorro / Ano passado eu morri / Mas este ano eu não morro”.

O ato de filiação de Rodrigo, mediado por Pedro de Campos Pereira, contou com a participação do secretário nacional de Movimento Sindical do PCdoB, Nivaldo Santana; do presidente municipal do PCdoB São Paulo, Wander Geraldo; do presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Oliveira, o Bira; do presidente da Fundação Maurício Grabois, Renato Rabelo; do presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato, o Chicão; e do coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo. 
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