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Verônica Fialho Goulart: Senac-DF e o cenário local da moda consciente

publicada em 06 de maio de 2018
Verônica Fialho Goulart: Senac-DF e o cenário local da moda consciente

Foto: Francisco Carlos Dos Santos

A Semana Fashion Revolution – Brasília promoveu o Seminário Mercado Local de Moda Consciente, realizado na sala 1 das Comissões da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), no dia 25 de abril de 2018. O evento teve o apoio da Presidência da CLDF.


Foram apresentados painéis sobre moda circular (brechós, armário compartilhado e aluguel de roupas), mercado autoral (histórias de marcas, tingimento natural, manualidades e nova mentalidade para a moda consciente), negócios colaborativos (lojas colaborativas, suporte a marcas e coworking) e cenário local da moda do Distrito Federal.

Verônica Fialho Goulart é designer de moda e especialista em educação. Assessora da Direção Executiva da Divisão de Educação Profissional, no Senac-DF, é responsável pela coordenação dos segmentos de moda e beleza. Foi professora do Senac-RJ de gestão em negócios para moda e, do Instituto Europeu de Design, na pós-graduação em marketing de moda.

A apresentação da representante do Senac-DF, entidade que presenteou a Miss Catadora 2018, atividade da Semana Fashion Revolution em Brasília, com uma bolsa integral para o curso de costureiro da unidade de Ceilândia, falou sobre o cenário local da moda consciente, com foco no trabalho do Senac-DF na área de moda e vestuário.
+ Gisele Santos: vencedora do Miss Catadora 2018

A coordenadora de moda e beleza do Senac-DF fez um raio x do mercado local de moda sob a perspectiva dos lojistas. No DF, informou, existem cerca de 500 indústrias de confecções em todas as regiões administrativas, com destaque para o Plano Piloto, Taguatinga e Ceilândia, que são responsáveis por 74% da indústria de confecção no DF. Os segmentos mais representativos deste setor são moda feminina, uniformes escolares e camisetas promocionais, moda fitness e roupas profissionais.

“A valorização de quem faz moda no DF é uma estratégia que pode encontrar grande oportunidade de mercado consumidor local, valorizando a cultura diversa deste território.O lojista, no entanto, quer um produto com qualidade, preço justo e entrega no prazo determinado, com design atrativo e atual. Esse é o grande desafio da indústria da confecção: se apresentar para o mercado local de forma diferenciada.”
Verônica Fialho Goulart, Senac-DF

Verônica destacou ainda que, de acordo com pesquisa do Sindiveste/DF, falta ao segmento o desenvolvimento de estratégias para conquistar uma fatia do mercado no DF para os produtores locais. O consumidor brasiliense está entre os 10 maiores em renda per capita do Brasil, consome marca “de fora”, com ênfase as marcas do eixo Rio-São Paulo, estas marcas enxergam no DF uma praça atrativa para ampliar seus territórios.

Ela também levou dados sobre o cenário mundial e local do vestuário e da moda. Em 2012, citou, o setor têxtil e de confecções mundial movimentou cerca de U$ 744 bilhões em transações entre países. Em 2020, este volume deve subir para U$ 851 bilhões. O Brasil, participa com menos de 0,4% desse mercado.

O Brasil, disse Verônica, tem a quinta maior indústria têxtil do mundo e quarta de confecção. No total, há 33 mil empresas formais em todo o país. O país é o segundo maior produtor e terceiro maior consumidor de denin ( jeans). Aqui é realizada a quinta maior semana de moda, atrás apenas de Londres, Paris, Milão e Nova York.

O setor de moda e vestuário é o segundo maior gerador do primeiro emprego no Brasil, com 1,5 milhão de empregos diretos, 8 milhões indiretos. Desse total, 75% são de mão de obra feminina. Ela destacou que o setor têxtil tem cerca de 200 anos no Brasil e que o segmento de moda tem mais de 100 escolas e faculdades no país.

Moda no Senac
O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial oferece mais de 100 cursos na área de Moda. A entidade tem mais de 60 títulos lançados pela Editora SENAC referentes ao tema. Verônica apresentou dados das ações do Senac-DF voltadas para esse segmento que mostram um salto nos últimos três anos: Em 2016, havia a oferta de um único curso e foram feitas 64 matrículas. Em 2017, foram sete cursos e 867 atendimentos. Em 2018, chegou a 13 cursos oferecidos com 147 atendimento até março.
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