Terça-feira, 14 de agosto de 2018.

Há vida em Marte? Edson Vidigal.

publicada em 06 de maio de 2018
Há vida em Marte? 


Por Edson Vidigal

Depois de amanhã, sábado, pouco depois das oito horas, começará a viagem de seis meses de uma sonda da NASA, a agencia espacial norte americana, com destino a Marte.

Os cientistas agora querem saber sobre os tremores chamados por nós aqui de terremotos. A sonda irá equipada para nos inteirar de tudo sobre a crosta, o manto, o núcleo e também se o recheio de Marte é ou não parecido com o da Terra.



Há anos já estão por lá uns trecos esquisitos escascaviando desertos, montanhas, fotografando e filmando tudo. São impressionantes as imagens que nos chegam diariamente.



Tem se falado por aqui, quero dizer entre os cientistas, que do jeito como a humanidade vem tratando o planeta Terra, uma explosão, de repente, reduzirá tudo a poeira atômica, deletando para sempre todo o processo civilizatório.



Humanos, bípedes, talvez sobrevivam poucos. Restarão, certamente, as baratas. E as ratazanas, quem sabe?



Aquelas duas bombas atiradas sobre Hiroshima e Nagasaki para amolecer o Japão ainda em luta brava como parte do eixo Berlim-Roma-Pequim, na segunda guerra mundial, soariam hoje destinadas apenas a pequenas agressões se comparadas ao que a insensatez humana já produziu e estocou.

O tempo, e não é de hoje, é dessa Paz precária cada vez mais rodeada de bombas.

Do que se sabe, os Estados Unidos, em 9 de julho de 1962, explodiram no espaço sobre o Oceano Pacifico, a 1.500 kms. do Estado do Havaí, uma bomba equivalente a 1 milhão e 400 mil toneladas de TNT, afetando duramente o campo magnético da terra.

Três dias antes, no subsolo do deserto de Nevada, outra bomba já havia sido explodida, expondo 23 milhões de americanos à radiação. No mesmo julho, dia 26, a então União das Republicas Socialistas Soviéticas começou a armar Cuba com misseis nucleares direcionados para atacar a qualquer hora os Estados Unidos. Por pouco, não fossem a firmeza de Kennedy e o recuo sensato de Kruschev, o então dirigente russo, não chegamos à primeira e talvez última guerra mundial.Começou aí o descolamento da Rússia de Cuba, o que levaria à falência o comunismo de Fidel.

No dizer de Churchill, o mundo estava em Guerra Fria. As explosões se voltaram para o espaço no mais longínquo que os misseis pudessem alcançar. Os malucos queriam o domínio militar do espaço sideral. O placar final – Estados Unidos, 14 bombas. – União Soviética, 7.

Pouco antes da última confirmação de Putin como chefe do Kremlin, a Rússia anunciou que já tem misseis que dão volta em torno da Terra podendo explodir os Estados Unidos e qualquer outro lugar do planeta.

O gordinho da Coreia do Norte, que muitos o tinham como tolo, recusado como Pomba da Paz, virou o Gavião da Paz propondo trégua pois já lhe interessaria mais fazer bombas atômicas, estando, por isso, disposto a desativar o seu programa nuclear. Mas o que se sabe é que ele, também, já está armado com misseis capazes de grandes estragos, em especial sobre o território norte-americano.

Tirando, certamente, países da África e da América Central e do Sul, quase todos, incluindo Europa e Oriente Médio, já tem num coldre enorme, bem escondida, a sua bomba atômica de estimação.



Como perguntou Sidney Muller, - “o cientista inventa uma flor que parece / a razão mais segura pra ninguém saber / de outra flor que tortura, pois é pra que?”.



Em 17 de dezembro de 1971, David Bowie lançou em disco uma canção em que recomenda – “dê uma olhada no homem da lei espancando o cara errado / imagino se ele algum dia vai saber que ele está no show mais vendido (em tradução livre, o show de maior sucesso) / é o show de horrores”.

E ao final, como que melancólico, pergunta se “há vida em Marte”, (“Life on Mars?).



Edson Vidigal, Advogado, foi Presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal.
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