Sábado, 15 de dezembro de 2018.

Comissão Nacional da Verdade ouve o engenheiro Paulo Richer sobre a construção de Itaipu

publicada em 06 de dezembro de 2014


 Comissão Nacional da Verdade ouve o engenheiro Paulo Richer sobre a construção de Itaipu



A Comissão Nacional da Verdade ouviu o engenheiro Paulo Richer sobre a construção de Itaipu, represa hidroelétrica realizada no Brasil na época da ditadura em detrimento do projeto Sete Quedas elaborado no Governo João Goulart, que pode pode estar relacionada coma morte do Embaixador José Jobim.
A missão do Embaixador José Jobim ao Paraguai, em fevereiro de 1964, ocorreu no contexto das negociações entre o Brasil e a URSS durante o Governo João Goulart, para construção da hidrelétrica de Sete Quedas com tecnologia e financiamento soviéticos. Seria como que uma réplica, na América do Sul, do modelo de parceria que viabilizou o projeto de Assuã (ou Alto Assuã) no Egito, desenvolvido graças à cooperação com a URSS, definida em acordos celebrados pelo Presidente Gamal Abdel Nasser com o dirigente soviético Nikita Kruschev.

A CNV ouviu o Engenheiro Paulo Richer, que foi o primeiro presidente ELETROBRÁS depois de sua criação, em 1962, pelo Presidente João Goulart.

Um dia o doutor [Antonio Ferreira de] Oliveira Brito[1] disse: Paulo, nós temos uma função. Nós fomos convidados para um jantar com o embaixador Andrei A. Fomin, da Rússia. O professor [Francisco Clementino de] San Thiago Dantas, com estas dificuldades que nós temos de obter recursos, está pensando na hipótese de se fazer um convite aos técnicos da Rússia para virem ao Brasil.´ Eu digo:‘Meu Deus do céu, a esta altura, nós com dificuldades de recursos, nós com uma reação inteira de um grupo reacionário de São Paulo, convidar russos para vir ao Brasil?’ [...] Então a minha idéia foi a seguinte: bom, nós vamos cumprir a instrução do governo. Não vou dar a minha opinião, se é oportuno ou não é.´ Então fomos jantar com o embaixador Fomin. O embaixador, que era engenheiro, disse: `Que realmente o Brasil deseja?’ Ai o Oliveira Brito, que tinha recebido do Professor a informação disse: ‘Nós queríamos convidar os engenheiros russos para virem fazer um exame no Brasil, para nos conhecer.’ O embaixador disse:‘Não tenha a menor dúvida, num prazo curto eu indicarei a vocês o que se pode fazer.’ (...) Ele avisou o seguinte: ia trazer cinco engenheiros, entre os quais o professor Ivan Komin, que foi assessor na construção de Assuã. (...) Eles estiveram aqui, no final de dezembro de 1963, e ficaram uns vinte dias aqui, até janeiro de 1964. E eu os convidei a ir à Chesf, Furnas, Jupiá, Ilha Solteira, todas essas obras grandes. Nós combinamos com os diretores dessas empresas e os levamos lá, para todas as perguntas que quisessem fazer.”
Versão para impressão Envie para um amigo Deixe seu comentário
IPG

Envie esta notícia para seus amigos

Seu nome:
Seu e-mail:
Enviar para:
envie para vários e-mails separando-os com vírgula

Deixe seu comentário sobre esta notícia

Seu nome:
Seu e-mail:
Escreva seu comentário:
0 caracteres utilizados. Máximo 100 caracteres.

Digite o código contido na imagem ao lado:
Caso não consiga ler o texto da imagem, clique aqui.

Comentários

Nenhum comentário ainda foi registrado.
Seja o primeiro a comentar! Clique aqui ››

Contato

Telefone
(61) 35418388
(61) 93094422